Adeus às ilhas de cozinha? A nova tendência que está a marcar 2026

04/03/2026

Durante anos, a ilha de cozinha foi símbolo de modernidade. Espaço aberto, integração com a sala, funcionalidade e estética contemporânea tornaram-na presença quase obrigatória em projetos novos e remodelações. Mas em 2026, a tendência começa a mudar. Não significa o desaparecimento total das ilhas. Significa uma transformação na forma como as pessoas querem viver e organizar o espaço da casa.


O que está a mudar nas cozinhas em 2026?

As cozinhas continuam a ser o centro da casa. No entanto, o conceito de espaço aberto absoluto começa a ser questionado.

Os novos projetos revelam uma procura crescente por:

  • maior organização visual
  • zonas mais delimitadas
  • soluções que reduzam ruído e odores
  • ambientes mais funcionais para o dia a dia

Depois de anos a privilegiar grandes áreas abertas, muitos proprietários procuram agora equilíbrio entre integração e privacidade.


Menos ostentação, mais funcionalidade

A ilha, enquanto elemento central e visualmente dominante, está a dar lugar a soluções mais discretas.

Em vez de uma grande ilha no meio da divisão, começam a surgir:

  • penínsulas mais compactas
  • bancadas integradas nas paredes
  • cozinhas parcialmente fechadas
  • divisórias em vidro ou madeira

A prioridade deixou de ser impressionar e passou a ser facilitar a rotina.


O impacto da vida pós-pandemia

O aumento do tempo passado em casa nos últimos anos alterou a perceção sobre o espaço. A cozinha tornou-se local de trabalho, estudo, refeições e convívio.

Essa multifuncionalidade revelou limitações dos espaços totalmente abertos:

  • maior propagação de ruído
  • menor controlo de cheiros
  • dificuldade em manter organização visual

Em 2026, procura-se conforto e controlo, não apenas amplitude.


Como esta tendência influencia o mercado imobiliário

Para quem está a comprar ou vender casa, esta mudança não é irrelevante.

Imóveis com cozinhas excessivamente expostas podem deixar de ser automaticamente preferidos. Por outro lado, soluções equilibradas, bem organizadas e eficientes podem ganhar valor.

O importante não é eliminar a ilha, mas perceber se o espaço responde às necessidades reais do dia a dia.


Para quem já tem ilha de cozinha, não há motivo para decisões precipitadas. A tendência aponta para adaptação, não para demolição.