Tem menos de 35 anos e quer comprar casa? O relógio está a contar

17/07/2026

Comprar casa em Portugal com menos de 35 anos nunca teve tantos apoios disponíveis. Em 2026, a combinação entre isenções fiscais e garantia pública do Estado elimina dois dos maiores obstáculos que sempre travaram os jovens compradores: os impostos na escritura e a necessidade de ter entrada. O problema é que estes apoios não são permanentes, e o prazo para aproveitar as condições atuais termina no dia 31 de dezembro de 2026.

O que é o IMT Jovem e quanto se poupa

O IMT Jovem é a isenção de Imposto Municipal sobre Transmissões e de Imposto do Selo aplicada à compra da primeira habitação própria e permanente para quem tem até 35 anos inclusive. Em 2026, os limites foram atualizados pelo Orçamento do Estado em dois por cento:

1. Isenção total de IMT e Imposto do Selo em imóveis até 330.539 euros

2. Isenção parcial em imóveis entre 330.539 euros e 660.982 euros

Na prática, a poupança pode ser bastante significativa. Num imóvel de 280.000 euros, a isenção elimina vários milhares de euros de impostos que teriam de ser pagos antes mesmo da escritura ser assinada. E numa fase da vida em que o orçamento costuma estar mais apertado, isso faz diferença real.

A garantia pública do Estado: comprar sem entrada

O segundo apoio é igualmente relevante. A garantia pública do Estado permite financiar até 100 por cento do valor do imóvel, eliminando a necessidade de ter uma entrada inicial. Isto aplica-se a imóveis até 450.000 euros e é cumulável com o IMT Jovem.

Até há pouco tempo, o grande obstáculo para quem queria comprar casa antes dos 35 anos não era a prestação mensal, era juntar os 10 a 20 por cento de entrada que os bancos normalmente exigiam. Com a garantia pública, esse obstáculo deixa de existir para quem cumprir os requisitos.

Quem tem direito

Para aceder a estes apoios, é necessário cumprir algumas condições:

1. Ter 35 anos ou menos à data da escritura

2. Ser independente para efeitos de IRS, ou seja, não ser dependente no agregado familiar

2. Tratar-se da primeira habitação própria e permanente

3. Não ser proprietário nem ter sido nos últimos três anos

Se o imóvel for comprado em conjunto com outra pessoa e apenas um dos compradores não tiver casa, perde-se o direito à isenção. Por isso, vale a pena verificar a situação específica de cada caso junto de um profissional antes de avançar.

O detalhe que poucos repetem

A isenção de IMT e Imposto do Selo foi introduzida em agosto de 2024, reforçada em 2025 e atualizada novamente em 2026. O que não está garantido é a sua continuidade depois do final deste ano. Os contratos têm de ser celebrados até 31 de dezembro de 2026 para aproveitar as condições atuais.

Isso significa que quem está a pensar em comprar casa nos próximos meses tem hoje uma janela de oportunidade que pode não existir em 2027. Não se trata de pressão, mas de informação que faz diferença numa decisão desta dimensão.

Espinho e Esmoriz como ponto de entrada

Para quem procura aproveitar o IMT Jovem e a garantia pública em zonas com boa qualidade de vida, Espinho e Esmoriz continuam a oferecer uma relação preço-qualidade muito difícil de encontrar noutros pontos da costa. Com o preço médio de Espinho a rondar os 2.578 euros por metro quadrado, é possível encontrar imóveis dentro do limite de isenção total que noutras zonas costeiras já ultrapassaram esse teto há muito.

A E'60 acompanha jovens compradores neste processo de ponta a ponta, desde a identificação do imóvel certo até à confirmação de que todos os apoios foram corretamente aplicados.