Setembro está a chegar. É o momento certo para vender?

21/08/2026

Setembro é o segundo pico de atividade do mercado imobiliário. Quem preparar o imóvel agora tem uma vantagem real sobre quem esperar por outubro.

O mercado não descansa em agosto

Enquanto o verão anda no auge, há algo que acontece silenciosamente no mercado imobiliário: os compradores estão a observar. Visitam imóveis nas zonas onde estão de férias, guardam referências, fazem contas. E quando setembro chega, chegam motivados e com uma decisão mais próxima de ser tomada.

Em Portugal, setembro é historicamente o segundo momento de maior atividade do mercado imobiliário, logo a seguir à primavera. Os dados do INE confirmam esta sazonalidade: há um aumento claro de transações nos meses de setembro e outubro face ao resto do verão.

Para quem tem um imóvel para vender, este padrão tem implicações práticas. Não basta colocar o imóvel no mercado em setembro. É preciso estar pronto quando os compradores chegam.

Porquê setembro é estratégico para vendedores

Há três razões que tornam setembro especialmente favorável para quem quer vender.

A primeira é a motivação dos compradores. Quem não decidiu durante o verão regressa a setembro com mais urgência. Já não está apenas a explorar, está a concluir.

A segunda é a concorrência. A oferta de imóveis em setembro é tipicamente menor do que na primavera. Há menos casas a competir pela atenção do mesmo grupo de compradores.

A terceira é o contexto de mercado. Em 2026, os preços continuam em máximos históricos, mas o número de transações abrandou. Isso significa que os compradores são mais seletivos, mas quando encontram um imóvel bem posicionado, avançam.

O que preparar ainda em agosto

O erro mais comum dos vendedores é esperar por setembro para começar a preparar. Quando os compradores chegam, o imóvel precisa de estar pronto, não a caminho de ficar pronto.

Há quatro pontos essenciais a resolver antes de anunciar. Primeiro, saber o valor real do imóvel no mercado atual, não o valor emocional nem o que estava avaliado há dois anos. Segundo, ter a documentação em ordem: caderneta predial, licença de utilização, certificado energético. Terceiro, fazer as pequenas reparações que qualquer comprador vai notar numa visita. Quarto, garantir fotografia profissional, que é o primeiro contacto do comprador com o imóvel.

Cada um destes pontos pode representar semanas de diferença entre uma venda concluída e um imóvel que fica parado.

O preço certo desde o primeiro dia

O preço é o fator que mais influencia o tempo de venda. Um imóvel bem posicionado em termos de preço no primeiro dia tem muito mais probabilidade de vender do que um imóvel que começa alto e vai baixando gradualmente.

Quando um imóvel fica meses no mercado sem vender, os compradores atentos percebem. Começa a surgir a perceção de que algo está errado, mesmo que o problema seja apenas o preço inicial. Baixar o preço depois não desfaz esse efeito.

Uma avaliação rigorosa, feita por quem conhece o mercado local, é a base de uma venda bem-sucedida.